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MONTANHISMO

Mensagem por marcelodoctor em Sab Nov 21 2009, 22:22

Devido o grande interesse por atividades ligadas à natureza, vem crescendo em nosso meio. Alguns esportes como esqui, e snowboarding, exigem curto període de exposição em altitudes acima de 2500m. Já atividades como trekking e a escalada em montanha são realizadas em altitudes entre 5000m e 6000m . Quando a exposição aguda ocorre, não há indícios de que a alimentação aumentada possa reverter esse quadro. Aumento da ingestão de líquidos já é recomendada.

Quando o período de permanência em altitudes elevadas for maior que uma semana, várias mudanças fisiológicas ocorrem no organismo e podem afetar profundamente os requerimentos nutricionais de atletas.

O corpo humano, assim como todo o organismo vivo, está sempre se ajustando, visando sustentar sua saúde e capacidade de desempenho para a vida útil. Ao se exporem a um ambiente hostil, os seres humanos apresentam alterações fisiológicas agudas e crônicas. Elas envolvem vários sistemas orgânicos, porém o Sistema Nervoso Central e os chamados hormônios do estresse (epinefrina, noraepinefrina e cortisol) exercem papel de fundamental importância.

No momento em que se decide tentar uma subida a altitudes extremas, são acrescentados alguns pontos à carga estressante diária, pois a escalada impõe um acréscimo de estresse físico. Fora o estresse provocado pela demanda, ocorre forte pressão por conta de resultados precoces, devido a pressão natural exigida pelos patrocinadores. Indiscutivelmente, qualquer desgaste excessivo se reflete no desempenho cotidiano e alguns sintomas poderão ser observados, como falta de apetite, perda rápida de peso, depressão,lesões ou dores crônicas nos músculos ou articulares. Aumento da frequencia cardíaca de repouso,a lterações digestivas, irritabilidade, hipertensão, redução da capacidade de concentração, cansaço frequente, angústia e outros tantos sinais e sintomas.

O objetivo da respiração pulmonar é levar o oxigênio do ar ao sangue e extrair deste o dióxido de carbono. Essa troca é feita nas paredes de milhares de pequenos alvéolos existentes nos pulmões.
O sangue executa um excelente trabalho de transporte graças ao glóbulos vermelhos, que normalmente transportam cerca de 01 litro de oxigênio em cada 05 litros de sangue.

Ao nível do mar, em uma pressão de 10/5 Pa, o oxigênio constiuindo 21% do ar é portanto, responsável por 21% da pressão total. Essa pressão do oxigênio é a necessária nos pulmões para manter as células sanguíneas nolmalmente saturadas com 95% deste gás.

A 3 mil metros de altitude a pressão do oxigênio na atmosfera é bem menor e não é suficiente para fornecer um suprimento normal, mas ainda é o bastante para manter o sangue saturado em cerca de 90%. Essa discreta deficiência não traz grandes consequências. Aos 5400 metros a pressão do oxigênio no ar cai para metade da encontrada ao nível do mar, não sendo suficiente para manter os processos mentais funcionando adequadamente, pois nessa altitude, a saturação do oxigênio dos glóbulos vermelhos cai para 70% dos valores originais. Outro fator complicador, é a redução das quantidades de globulos vermelhors que prejudica o transorte de oxigênio. Esse fenômeno é conhecido como hipóxia anêmica.

Se a circulação do sangue tornar-s mais lenta ou interrompida, devido a alguma força obstrutiva, o oxigênio não será conduzido para seu destino nos tecidos com a rapidez necessária, isto é, denominada hipoxia estagnante.

Também, há o caso em que o monóxido de carbono dos gases de exaustão, podem preencher o espaço normalmente ocupado pelo oxigênio nas hemácias. O monóxido de carbono é particularmente perigoso, pois os globulos vermelhors são 200 vezes mais ávidos por ele do que pelo oxigênio. é um clássico problema de hipóxia histotóxica.

Em geral, o montanhista deve lembrar-se de que, sem proteção, quanto maior a altitude, menor a pressão total do ar inspirado. Quanto menor a pressão, menor a quantidade de oxigênio no sangue. Quanto menor a quantideade de oxigênio, no sangue, piores são os efeitos sobre o organismo. Quando se estiver atuando em grandes altitudes, pode se perder a capacidade do julgamento necessário à sobrevivência.

Os sintomas decorrentes da exposição à altitude dependem da mesma e do tempo de exposição, embora possam variar de acordo com adaptação do indivíduo e se houver ou não periodo de aclimatação.

O problema enfrentado durante expedições em alta montanha caracteriza-se por uma falta de ar (hipoxia), que se instala lenta e gradativamente, sendo conhecida como hipoxia crônica induzida pela altitude. E essa, é a situação sobre a qual concentra-se a atenção.

Como o assunto é muito grande, vou nas próximas colunas falando um pouco mais dos aspectos fisiológicos e no decorrer, comentando estratégias nutricionais para os praticantes de atividades em alta montanha.

Um abraço com muita saúde.
Marcelo Andrade
CRN 1 1483.
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Re: MONTANHISMO

Mensagem por dnl194 em Dom Nov 22 2009, 10:09

Quando eu tiver uns 20 e poucos anos, eu vou escalar o Monte Everest.

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